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Quarta-Feira, 10.07.2013 às 19:31

10 coisas que você não deve fazer no seu TCC

Planeta EAD

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Só quem já passou pela produção de um TCC sabe que o caminho nem sempre é fácil.  Mas se o trabalho é bem planejado, bem feito e organizado, o resultado é muito recompensador.

Para quem está trilhando este caminho, separamos 10 dicas do que não deve ser feito durante a produção do seu TCC que vai ajudar você a ficar mais tranquilo durante o processo:

1- Não escolha um tema que não goste: você vai conviver com o tema escolhido durante muito tempo. Precisará estudá-lo e dominá-lo, por isso, não escolha um tema que não goste, ou pelo qual não tenha familiaridade.

2- Não deixe para depois: faça um planejamento do seu tempo, estabeleça metas e se policie para cumpri-las. É claro, que as distrações serão muitas, mas não deixe que nada atrapalhe o andamento do seu trabalho.

3- Não deixe a conclusão por último: depois de toda a pesquisa, a coleta de dados e o estudo, é hora de escrever a conclusão. Não precisa ser a conclusão definitiva, mas dessa forma, você terá um objetivo claro para orientar na produção do texto do seu trabalho.

4- Não economize na leitura: quanto mais ler, mais dominará o assunto e segurança sentirá na hora de escrever, portanto, invista na leitura.

5- Não adie a formatação nas normas da ABNT: não adie esta tarefa. O ideal é ir editando ao término de cada parte ou de cada dia de estudo e não deixar por último, quando o cansaço certamente terá tomado conta.

6- Não invente: por se tratar de um trabalho científico, tudo que estiver no seu trabalho deve ser respaldada por algum dado ou afirmação que a comprove.

7- Não confie no seu computador: nunca tenha somente uma versão do trabalho salva e salve sempre seu texto a cada pausa. O melhor é evitar contratempos e estresses desnecessários.

8- Não fique somente com uma opinião: peça para várias pessoas lerem o seu trabalho. Você e seu orientador estão acostumados com o texto e alguns erros podem passar despercebidos.

9- Não brigue com o seu orientador: faça de tudo para manter a melhor relação possível com o seu orientador. Lembre-se que é ele quem te defenderá na banca.

10- Não transcreva ideias: fazer um trabalho acadêmico não é somente transcrever ideias de outros autores, é necessário discutir elas, relacioná-las para chegar a uma conclusão.

Quarta-Feira, 03.07.2013 às 09:41

Tendências Pedagógicas

Planeta EAD

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| Tendências Pedagógicas |

Só aprende aquele que se apropria do aprendido transformando-o em apreendido, com o que pode por isso mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situações existentes concretas"Paulo Freire

As tendências pedagógicas originam-se de movimentos sociais e filosóficos, num dado momento histórico, que acabem por propiciar a união das práticas didático-pedagógicas, com os desejos e aspirações da sociedade de forma a favorecer o conhecimento, sem contudo querer ser uma verdade única e absoluta. Seu conhecimento se reveste de especial importância para o professor que deseja construir sua prática.

Segundo Fusari e Ferraz:
"... a concepção de arte pode auxiliar na fundamentação de uma proposta de ensino e aprendizagem artísticos, estéticos, e atende a essa, mobilidade conceitual, é a que representa e do exprimir." (Ferraz e Fusari, 1983.p.18)

É a partir desses conhecimentos que podemos propor mudanças que propiciem o desenvolvimento do fazer, representar e exprimir. Por isso, o professor deve estar ao par das teorias e tendências pedagógicas ao problematizar suas questões do cotidiano e ao pensar sua prática, sem contudo estar firmemente preso a uma delas. Deve, antes de tudo procurar o melhor de cada uma, seguindo uma aplicação cuidadosa que permita avaliar sua eficiência.

Segundo Pessi:
"Os fundamentos da Arte-Educação são os pensamentos construídos cotidianamente conforme as experiências vividas nas situações de ensino aprendizagem, são a teoria que sustenta nossa prática, são os princípios; os conhecimentos organizados que contribuem para - e porque não dizer, determinam - uma prática arte - educativa consciente e de qualidade." (Pessi, 1994.p.24)

Devemos ressaltar que as teorias são importantes, mas cabe ao professor construir sua prática embasado nelas, elas são elementos norteadores e não "receitas" prontas. Vemos que na prática escolar os condicionantes sócio-políticos exercem forte ascendência sobre as tendências pedagógicas, que foram classificadas em:

Liberais - Marcou a Educação no Brasil nos últimos 50 anos, mostrando-se ora conservadora, ora renovada. A Pedagogia Liberal enfatiza: o preparo do indivíduo para o desempenho de papeis sociais, de acordo com as aptidões individuais; os indivíduos precisam aprender a adaptarem-se aos valores e á normas vigentes na sociedade de classes e, embora propague a idéia de igualdade de oportunidades, não leva em conta a desigualdade de condições.

Progressista - É uma tendência que parte da análise crítica das realidades sociais que sustentam as finalidades sócio-políticas da educação. A Pedagogia Progressista não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista, por isso se constitui num instrumento de luta dos professores ao lado de outras práticas sociais.


As tendências Pedagógicas estão divididas em:

1. Tendências Idealistas-Liberais:
Pedagogia Tradicional: O papel da escola é para o preparo intelectual, Iniciou-se no século XIX e domina grande parte do século XX, sendo ainda hoje utilizada. Inclui tendências e manifestações diversas.
Pedagogia Renovada: É a chamada Pedagogia Nova, conhecida como movimento do Escolanovismo ou Escola Nova, origina-se na Europa e Estados Unidos, no final do século XIX, influenciando o Brasil por volta dos anos 1930.
Pedagogia Tecnicista: Determinada pela crescente industrialização, quando a Pedagogia do Escolanovismo não responde às questões referentes ao preparo de profissionais. Desenvolveu-se na Segunda metade do século XX nos Estados Unidos e no Brasil de 1960 a 1979.

2.Tendências Realistas-Progressistas:
Pedagogia Libertadora: Parte de uma análise crítica das realidades sociais, sustentando as finalidades sócio-políticas da educação. Iniciou-se nos anos 1960.
Pedagogia Libertária: Procura a independência teórica-metodológica. Dá maior ênfase às experiências se autogestão, à prática da não diretividade e à autonomia. Constitui-se em mais um instrumento de luta do professorado, ao lado de outras práticas sociais, pois não tem como institucionalizar-se na sociedade capitalista.
Pedagogia Histórico-Crítica: Surge no fim dos anos 1970, em contraposição à escola que reproduz o sistema e as desigualdades sociais. Dê ênfase às relações interpessoais e ao crescimento que delas resulta, centrado no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade e em sua capacidade de atuar como uma pessoa integrada.

Podemos esquematizar as principais características dessas pedagogias baseadas em Fusari e Ferras (1993. p.22-23), Pessi (1994. P. 26-31) e Mizukami (1986. P. 7-103), sob forma de mapas conceituais.

 

PEDAGOGIA TRADICIONAL

Tendência Liberal

Período séc. XIX e XX  Escola objetiva o prepara intelectual. Johann Friedrich Herbart (1776-1841): Metodologia de aulas-expositivas: comparações, exercícios, lições de casa.
Conhecimento: Dedutivo. São apresentados apenas os resultados, para que sejam armazenados Relação professor-aluno: autoridade e disciplina. João Amós Commenius (1627): Princípios para ensinar artes por modelos completos, perfeitos e exercícios.
Homem: Receptor passivo. Inserido em um mundo que irá conhecer pelo repasse de informações.. Avaliação: centrada no produto do trabalho. Saviani (1980): Professor é a garantia de que o conhecimento seja conseguido independente do interesse do aluno.
Educação = Produto: Alcançado pelo conhecimento dos modelos pré-estabelecidos. Conteúdos: passados como verdades absolutas - separadas das experiências. Émile Chatier: Defende o ambiente austero, sem distrações.

Mundo: É externo. O homem se apossa dele gradativamente pelo conhecimento.

Metodologia: Aulas expositivas, atividades de repetição, aplicação, memorização; Exercitar a vista, mão, inteligência. Gosto e senso moral.; Privilégio verbal, escrito e oral; Atividades intelectuais e raciocínio abstrato. Snyders (1974): Busca levar o aluno ao contato com as grandes realizações da humanidade. Ênfase aos modelos, em todos os campos do saber.
Sociedade - Cultural: O homem ascende socialmente pela cultura Na arte: mimética, cópias, modelos externos, fazer técnica e científico, conteúdo reprodutivista, mantém a divisão social existente, canto orfeônico, trabalhos manuais.  

PEDAGOGIA NOVA OU RENOVADA

Liberal-progressivista e não diretiva

Escolanovismo - Final do século XIX - Brasil - 1930 Escola: Adequar necessidades individuais ao meio, propiciar experiências. John Dewey (1859-1952): Aprendizado através da pesquisa individual.
Homem e mundo: O produto é a interação entre eles Relação professor-aluno: Clima psicológico-democrático. Professor é auxiliar das experiências. Franz Cizek (1925): Tcheco libertar o impulso.
Teorias: Psicologia Cognitiva, Psicanálise, Teoria Gestalt. Método: Aprender experimentando, aprender a aprender. Piaget - Teoria do Desenvolvimento.
  Ensino-aprendizagem: Procura desenvolver a inteligência, priorizando o sujeito, considerando-o inserido numa situação social. Victor Lowenfewld (1939) - EUA: Teorias Freudianas.
  Conteúdo: Estabelecidos pela experiência. Herbert Read (1943) - Inglaterra: Arte como experiência.
  Avaliação: Atenção ao método na combate ao diretivismo, à qualidade e não a quantidade, ao processo e não ao produto. Parâmetro na teoria piagetiana, múltiplos critérios.  
  Na arte: Ensino como processo de pesquisa individual. Ruptura com cópia de modelos externos. Valorização de estados psicológicos. Aluno produtor de trabalhos artísticos. Expressão, revelação de emoções, de insight, de desejos.

Dewey: Função educativa da experiência cujo centro é o aluno.

Read: Experiências cognitivas de modo progressivo em consideração aos interesses.

Cizerk: Libertar impulso criador. Desenvolvimento através de experiências estimuladoras.

 

PEDAGOGIA TECNICISTA

Tendência Liberal

Segunda metade século XX Brasil  1960-1970 Escola: Produzir indivíduos competentes para o mercado de trabalho.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - 5692/71 Introdução da Disciplina Educação Artística

Homem: Conseqüência das influências ou forças do meio ambiente. Conteúdos: Baseia-se nos princípios científicos, manuais e módulos de auto-instrução. Skinner - O homem é produto do meio - análise funcional. Popham, Briggs, Papay, Gerlach, Glaser - Modelos de instrução e sistemas.
Mundo: Já construído.O meio pode ser manipulado e pode também selecionar. Relação professor-aluno: Professor é o técnico e responsável pela eficiência do ensino.  
Teorias: Behavioristas, Positivismo, Comportamentalismo, Instrumentalismo. Metodologia: Técnica para atingir objetivos instrucionais, aprender-fazendo, cópia, geometria, desenho geométrico, educação através da arte, livre-expressão.  
Cultura: Espaço experimental. Avaliação: Prática diluída, eclética e pouco fundamentada, levando ao exagero apego aos livros didáticos.  
Conhecimento: Experiência planejada, o conhecimento é o resultado da experiência. Na arte: Educação artística polarizada em atividades artísticas direcionadas para aspectos técnicos construtivos pela "indústria cultural". Prática diluída, mistura das pedagogias tradicional e renovada. Preocupação com qualidade do ensino de arte. Dicotomias: ora saber construir, ora saber exprimir. Passam à categoria de apenas atividades artísticas: Desenho, trabalhos manuais, artes aplicadas, música, canto-coral.  

PEDAGOGIA LIBERTADORA

Tendência progressista

Anos 60 Escola: Ênfase ao não-formal. É crítica, questiona as relações do homem no seu meio Paulo Frei
Sociedade-Cultura: O homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu contexto de v ida, reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra. Ensino-Aprendizagem: Pedagogia do oprimido. Fazer da opressão e suas causas o objetivo de sua reflexão, resultando daí o engajamento do homem na luta por sua libertação. Michel Lobrot
Homem e mundo: Abordagem interacionista. Conteúdos: Temas geradores extraídos da vida dos alunos, saber do próprio aluno. Celestin Freinet
Conhecimento: O homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu contexto de vida, reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra. Relação professor-aluno: Relação horizontal, posicionamento como sujeitos do ato de conhecer. Maurício Tragtemberg
  Avaliação: Auto-avaliação ou avaliação mútua. Miguel Gonzáles Arroyo
  Metodologia: Desenho, trabalhos manuais, artes aplicadas, músicas e canto coral passam à categoria apenas atividades artísticas.  
  Nas artes: Alunos e professor dialogam em  condições de igualdade, desafiados por situações-problemas que devem compreender e solucionar; libertação de opressões, identidade cultural de aluno; estética do cotidiano; educação artística abrange aspectos contextualistas.  

PEDAGOGIA LIBERTÁRIA

Tendência Progressista

Escola: Transforma o aluno no sentido libertário e auto-gestionário, como forma de resistência ao Estado 

Metodologia: Livre-expressão. Contexto cultural. Educação estética.
Conteúdos: São colocados para o aluno, mas não são exigidos. São resultantes das necessidades do grupo.
Relação professor-aluno: Professor é conselheiro, monitor à disposição do aluno
Nas artes: Educação Artística abrange aspectos contextualistas

Libertação de opressões, identidade cultural.

Expressão, revelação de emoções, de insight e de desejos

Libertação de impulsos criadores em experiências de grupo


PEDAGOGIA HISTÓRIA-CRÍTICA

Tendência progressista

Fins dos anos 70 Escola: Parte integrante do todo social. Prepara o aluno para participação ativa na sociedade. C. Rogers: Ensino centrado no aluno.
Homem: Considerado uma pessoa situada no mundo. Conteúdos: São culturais, universais, sempre reavaliados frente à realidade social. A. Neill: Desenvolvimento da criança sem interferência.
Mundo: O homem reconstrói em si o mundo exterior. Ensino-aprendizagem: Técnicas de dirigir a pessoa a sua própria experiência, para que ela possa estruturar-se e agir. A. Combs (1965): Professor é personalidade única.
Conhecimentos: construído pela experiência pessoal e subjetiva. Relação professor-aluno: Professor é autoridade competente que direciona o processo ensino-aprendizagem. Mediador entre conteúdos e alunos.
Metodologia: Contexto cultura;, educação estética; proposta triangulas.
Avaliação: A experiência só pode ser julgada a partir de critérios internos do organismo, os externos podem levar ao desajustamento.]
Nas artes: Conhecer arte. Apreciação, contextualização e fazer artístico.

Educação Artística abrange aspectos contextualistas e essenciais.

Aspectos sociais são considerados para o ensino de arte.

Valorização da estética do cotidiano e capital cultural do aluno.

Resgate da identidade cultural antes de ser partir para um contexto mais amplo.

 

Quarta-Feira, 01.05.2013 às 10:59

Tetragrammatons

Luiz Fernando Verissimo

Luiz Fernando Verissimo

 Luiz Fernando Verissimo

Tetragrammatons



Com a próxima descoberta de todo o seu código genético, o ser humano se tornará totalmente diagramável e tomará posse oficial do seu próprio destino. Pode-se mesmo encarar o anúncio, que seria feito ontem, de que estamos quase cem por cento decifrados como um prenúncio da transferência de posse, uma solenidade preliminar da futura troca de comando. Sai Deus e entra o que mesmo? Talvez Deus com outro nome Pois o segundo Gênesis, agora sob inteira responsabilidade da ciência, vem, como o primeiro, com a sua própria linguagem esotérica. Em vez de JHVH, o nome indizível de Deus em hebraico, o Tetragrammaton da CabaLa, temos ACGT, as letras que identificam as quatro bases químicas do DNA, cujas combinações determinam nossas vidas. No fim estamos trocando um mistério por outro.. O nome secreto de Deus era o princípio ativo da Criação, a palavra inaugural do Universo, mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio, ao pecado de querer saber mais do que nos convinha. Por isso nas antigas línguas semíticas não existia a representação gráfica de vogais, existia o som mas não existia o seu signo, para salvar o homem da indiscrição mortal de dizer o nome todo. ACG e T não formam qualquer palavra, designam, se entendi bem, a adenina, a citosina, a guanina e a timina, que, estas sim, formam o vasto vocabulário que nos traz de pé. Mas continuamos condenados ao mistério. Poder dizer as vogais não nos torna menos perplexos diante do seqüenciamento do DNA do que diante dos desígnios de Jeová. Sabemos os nomes todos e continuamos não sabendo nada.

Seja corno for, a ciência, dentro de alguns anos, poderá fazer gente sem precisar confiar no outro nome de Deus, o Imponderável. Eventualmente até fará gente permanente e eliminará a morte do nosso carnê de preocupações - salvo, claro, por bigorna na cabeça ou similar. E ai teremos a eternidade inteira para não entender nada.

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